A gestão de mudanças como um diferencial competitivo na era das transformações

Não são poucas as organizações que estão sucumbindo ao oceano de mudanças exponenciais do mundo contemporâneo. Algumas pecam pela imobilização frente ao cenário de rápida transformação digital, entrada de novos concorrentes, mudanças nos hábitos de consumo etc. Outras, ainda que se esforçam para acompanhar as tendências mercadológicas, erram na forma como conduzem seus processos de transformação.

O futuro pertence apenas às organizações altamente adaptativas que forem capazes de surfar a onda de transformações que vivemos e seguiremos vivendo com mais e mais intensidade.

De acordo com a Brightline Initiative[1]  (PMI® – World Finance, 2019), 91% das organizações relatam sentir o impacto de tecnologias disruptivas. Porém, mudar não é fácil e 59% dos executivos seniores dizem que suas organizações encontram dificuldades para implementar a estratégia idealizada.

Planejar a estratégia é apontar uma direção através de um conjunto de intenções. O desafio está em transformar intenções em ações.

Ações de implementação da estratégia são estruturadas através de programas e projetos, que levem a organização a outro patamar competitivo. Isso implica não apenas na execução dos programas e projetos, mas também em promover mudanças no comportamento organizacional e institucionalizá-las na cultura. Se ao final de uma empreitada a organização não tiver mudado nada, esta terá fracassado, mesmo que tenha sido concluída no prazo, escopo e custo planejados.

Ainda de acordo com a Brightline Initiative (PMI® – World Finance, 2019), 94% dos executivos relatam desafios ao tentar criar uma cultura de mudança. Neste mundo de mudanças exponenciais, criar uma cultura de agilidade e resiliência em relação a mudanças é um diferencial competitivo. Na verdade, podemos afirmar que as empresas que não aprenderem a repensar seus paradigmas organizacionais e reinventar seus negócios, provavelmente não serão longevas.

Segundo Robin Speculand, a taxa de falha em programas de transformação organizacional nos últimos 15 anos varia de 60% a 90% (Excellence in Execution, 2017).

O estudo Flipping The Odds of Digital Transformation, conduzido pelo Boston Consulting Group (BCG), constatou que a taxa de sucesso em termos de mudanças sustentáveis, de programas de transformações digitais em 2021, foi de apenas 30%. Esta pesquisa mostrou que há seis fatores que podem ampliar a taxa de sucesso para 80%. Dentre esses, três são ligados ao lado humano da transformação:

  • Alto engajamento da liderança, desde o CEO até a camada gerencial.
  • Habilidades humanas relacionadas a autogestão de mudanças, tais como resiliência, perseverança, cooperação, criatividade e persuasão.
  • Adoção ampla de uma cultura de agilidade organizacional.

“The technology is important, but the people dimension is usually the determining factor.” 

(The Flipping Odds of Digital Transformation study – Boston Consulting Group 2021)

A conclusão deste estudo é muito clara. O impulsionador da taxa de sucesso na transformação digital das organizações está em uma estratégia que privilegie o equilíbrio entre as questões tecnológicas e o fator humano. A falta de apenas um desses componentes, é o suficiente para arrastar as organizações para taxas de fracasso inaceitáveis frente aos investimentos necessários.

Diante deste cenário, aprender a liderar e gerir mudanças, sem nenhuma dúvida, é um dos principais diferenciais competitivos que uma organização pode cultivar em sua cultura organizacional.

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Human Change Management Institute


[1] Brightline® é uma iniciativa do Project Management Institute (PMI®) em conjunto com as principais organizações globais dedicadas a ajudar os executivos a preencher a lacuna entre o desenho e a entrega da estratégia.